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Ao longo de cento e sessenta e dois anos, até o ato de criação e instalação como Diocese, a devoção a Santa Luzia semeou o crescimento de uma comunidade eclesial com identidade própria; preparando o caminho da evangelização de uma parcela considerável do povo de Deus, através de características que marcam sua história até os dias atuais. A índole missionária, a educação cristã, a vida eucarística, fomento às vocações, a comunicação e a ação sócio caritativa, se tornaram princípios constitutivos da ação pastoral.
A chegada do primeiro bispo da nova Diocese, Dom Jaime de Barros Câmara, em 26 de abril de 1936, com o Lema: “Eu vim trazer o fogo”, anima o povo de todo o Oeste Potiguar, que contempla e celebra a realização de um sonho. Dom Jaime deixou um legado que se consolidou nos anos seguintes com a criação do Seminário Santa Teresinha, o Abrigo Amantino Câmara e o “Círculo Operário Católico”, em apoio aos operários dos parques salineiros da Zona Oeste do Estado do Rio Grande do Norte.
A Diocese de Santa Luzia de Mossoró, pertencente à Província Eclesiástica do Rio Grande do Norte, situada no Oeste Potiguar. Sua história eclesial tem início a mais de um século, antes de sua criação em 28 de julho, pelo Papa Pio XI, instalada aos 18 de novembro, ambas no ano de 1934.
A “Fazenda de Santa Luzia”, de propriedade do Sargento-mor Antônio de Souza machado e sua esposa Rosa Fernandes, recebe autorização para a construção de uma capela no ano de 1772, como fruto de uma promessa por uma graça alcançada junto à virgem de Siracusa.
Ao longo de cento e sessenta e dois anos, até o ato de criação e instalação como Diocese, a devoção a Santa Luzia semeou o crescimento de uma comunidade eclesial com identidade própria; preparando o caminho da evangelização de uma parcela considerável do povo de Deus, através de características que marcam sua história até os dias atuais. A índole missionária, a educação cristã, a vida eucarística, fomento às vocações, a comunicação e a ação sócio caritativa, se tornaram princípios constitutivos da ação pastoral.
A chegada do primeiro bispo da nova Diocese, Dom Jaime de Barros Câmara, em 26 de abril de 1936, com o Lema: “Eu vim trazer o fogo”, anima o povo de todo o Oeste Potiguar, que contempla e celebra a realização de um sonho. Dom Jaime deixou um legado que se consolidou nos anos seguintes com a criação do Seminário Santa Teresinha, o Abrigo Amantino Câmara e o “Círculo Operário Católico”, em apoio aos operários dos parques salineiros da Zona Oeste do Estado do Rio Grande do Norte.
Ao suceder Dom Jaime, em 08 de dezembro de 1934, com o Lema: “É preciso que Ele cresça”, o segundo bispo da Dicoese de Mossoró, Dom João Batista Portocarrero Costa, intensificou a ação sociotransformadora e caritativa com a fundação de escolas populares; assim como, incentivo a círculos de estudos e manhãs de recolhimento. O fomento à piedade eucarística desatacou-se pela realização do I Congresso Eucarístico em 1946.
Dom Elizeu Simões Mendes, assume a Diocese em 20 de fevereiro de 1954, como terceiro bispo, com o Lema: “Salvação do Rebanho”, destacando-se por forte apoio a Zona Rural, com incentivo às semanas ruralistas, criação de maternidades e promoção de “casas populares”; que foram construídas em vários municípios.
A comunicação, a educação, fomento à cultura e consciência humana se intensificaram com o governo episcopal do quarto bispo, Dom Gentil Diniz Barreto, que assumiu a Diocese em 12 de outubro de 1960, com o Lema: “Enviai o vosso Espírito”. A criação da “Emissora de Educação Rural”, em 02 de abril de 1963, torna-se não apenas um meio de comunicação social importante, mas instrumento de alfabetização rural, a partir da instalação do Movimento de Educação de base. Destacam-se ainda, como iniciativas à época, a criação da Gráfica Miguel Faustino, Livraria Dom Costa; assim como, o Centro de Treinamento Libânea Lopes Pessoa e o Lar Sacerdotal.
Dom José Freire de Oliveira Neto, inicia sua missão episcopal como bispo auxiliar de Dom Gentil em 1975, com o lema “Semelhante a Ele na morte”. Durante governo interino, após renúncia de seu antecessor Dom Gentil, em 11 de outubro de 1984, ano em que a Diocese completou 50 anos de existência, o então papa João Paulo II, por meio da Bula Quam congrue convenienterque, declarou Santa Luzia como padroeira diocesana; tornando-se desta forma, a Diocese de Mossoró, juridicamente Diocese de Santa Luzia de Mossoró.
Dom José Freire, foi responsável, junto a Dom Albano Cavallim, pela elaboração do documento “Catequese Renovada”. São frutos de sua missão a Comissão Pastoral da Terra, o SEAPAC (Serviços de Apoios a Projetos Alternativos), e a Comissão de Justiça e Paz. E ainda, grande incentivo às vocações sacerdotais, e protagonismo dos leigos, como agentes de pastoral, com formação periódica e atuação efetiva nas assembleias Trimestrais de Pastoral e Assembleia Anual.
A índole missionária que impulsiona a história eclesial da Diocese de Mossoró, é renovada com o quinto bispo, vindo da Diocese de Trento na Itália, Dom Mariano Manzana, que inicia sua missão episcopal em 17 de outubro de 2004, com o Lema “Cristo para os Povos”, intensificou ao longo de dezoito anos de governo, a pastoral missionária com as Santas Missões Populares e a realização do II Congresso Eucarístico Diocesano em 2006; a pastoral vocacional com a implantação do Seminário Maior e o Curso de Teologia, bem como a criação da Faculdade Diocesana de Mossoró. E ainda, com intensa animação vocacional, que tendo como consequência um aumento no número de ordenações sacerdotais, reorganizou o serviço pastoral com a criação de comunidades paroquiais e a Visita Pastoral a todas as paróquias.
O sétimo bispo, Dom Francisco de Sales de Alencar Batista, O. Carm.; com o Lema episcopal “Como o que serve”, assume o governo pastoral da Diocese de Mossoró, no dia 17 de fevereiro de 2024, ano de celebração dos 90 anos de criação da Diocese, acolhido calorosamente pelo clero local, bispos do Regional Nordeste II; religiosos e religiosas de diversa congregações; e grande número de fiéis oriundos de todas as comunidades paroquiais. Em sintonia com o “Sínodo dos bispos”, proclamado pelo Papa Francisco, o novo bispo inicia um processo de escuta pastoral de forma ampla e sistemática para conhecer a realidade eclesial, e futura elaboração de um Plano Pastoral Diocesano. A elevação da então Faculdade Católica do Rio Grande do Norte à Centro Universitário, passando a ser identificada como UniCatólica do Rio Grande do Norte, por meio de credenciamento autorizado pelo Ministério da Educação em 24 de abril do mesmo ano, marca o início do ministério pastoral de Dom Francisco, que se torna Grão-Chanceler da Instituição. Uma nova configuração pastoral e “geografia eclesiástica” começa a ser definida no mesmo ano com a criação de dois Vicariatos, com seus respectivos Vigários Gerais; as foranias que as compõem e paróquias que as integram.
Situada na Zona Oeste do Rio Grande do Norte, com extensão de 18.832 quilômetros quadrados, a Diocese de Santa Luzia de Mossoró, abrange hoje, 56 município que compõem as Microrregiões: Salineira, Assu, Apodi e Serrana Norte-Riograndense; com uma população em 2020, segundo estimativa do IBGE, de 833.830 habitantes.
Um horizonte novo se vislumbra na tecitura da história eclesial em que as costuras são feitas a partir de novos meios, estruturas e metodologias em vista da missão evangelizadora da Igreja na sociedade. Um caminho a ser trilhado, uma história a ser tecida. A perspectiva de uma Igreja peregrina, samaritana e missionária, com atitude profética e misericordiosa, se tornam princípios norteadores de uma realidade complexa a ser acolhida, amada e superada pela Boa Nova do Reino que há de vir.
